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27 de junho de 2010

Filhos que manipulam os pais


Que chato dizer “não” para o meu filho. Certamente você já deve ter seguido essa linha de raciocínio pelo menos uma vez na vida. Mas saiba que esse “não”, futuramente, pode ser uma tacada certeira para o decorrer da relação pai e filho.O problema mora justamente aí. Muitos pais acham que dizer sim ou aceitar tudo que as crianças pedem irá compensar a ausência enquanto trabalham fora. Ou simplesmente porque dizer sim é mais fácil, estão cansados para escutar as reclamações e choradeiras dos pequenos. Aceitar tudo o que o querido de casa determina é a porta de entrada para uma má educação por parte dos pais. Quem alerta é a pedagoga Varuna Viotti.
“Na preocupação de não frustrar as crianças, de satisfazerem todos os seus desejos, os pais vão perdendo o domínio da disciplina familiar, que é o respeito básico para que a criança e mais tarde o adolescente e o jovem aceitem regras e normas na escola e na vida”, diz a profissional.
O reflexo disso é visto não tão somente dentro de casa, mas o falso autoritarismo da criança é transportado para o mundo externo, ou seja, à escola e também nas relações com outras crianças. É cada vez maior o número de queixas de professores em relação à indisciplina e à falta de limites de crianças, fruto de uma educação refém das normas e determinações do filho. O novo dono da casa - Com apenas três anos de idade já é possível detectar traços de dominação no ambiente familiar. Na base do condicionamento, ela vai se acostumando a executar determinadas ações que nem sempre são aconselháveis para uma boa formação educacional.E isso é ruim para a criança, pois, sem saber, terá enorme dificuldade de convivência com os demais. Inicialmente, pelos pais permitirem tudo, a criança tende a não se sentir amada. Excesso de tolerância pode significar indiferença e falta de amor.Conseqüentemente, esse ambiente centralizador gera insegurança e até mesmo agressividade no comportamento infantil. Já em um ambiente estranho, a criança terá grandes dificuldades para agir, pois não será a “dona do pedaço”, fazendo com que a insegurança e a agressividade se transformem em autodefesa.
“Disciplinar os filhos faz parte do processo de amor dos pais e mesmo que a princípio eles reajam e não aceitem prontamente a disciplina, certamente no futuro irão reconhecer que foi esta disciplina que sedimentou tudo o que conseguem na vida”, informa Varuna Viotti.
Os pais devem ser bons exemplos. Cortar passeios ou outras atividades caso a criança volte a apresentar um comportamento inadequado pode ser uma boa maneira de coibir os abusos. Agir sempre de forma moderada.
Não há como cuidar dos filhos “sob uma redoma” onde tudo é permitido. A sociedade vai cobrar limites e nem tudo que a criança quiser vai conseguir, assim sendo por toda a vida. Estabelecer limites e disciplina requer paciência e firmeza.
Os pais precisam entender que poupar o filho de situações difíceis, super protegendo-o, abrindo mão dos limites, é o primeiro passo para problemas mais sérios na adolescência. Criança que cresce achando que tudo pode e que só terá coisas boas na vida terá mais propensão a ser seduzido por outros fatores que funcionam como “iscas” para fugir da realidade que encontrará, entre os quais a bebida e as drogas.
Portanto, pense duas mil vezes antes de dizer um “sim” ou “não”. Em breve, seu filho agradecerá por isso.

Bruno Thadeu

Um comentário:

Brasil Desnudo disse...

Excelente comentário Dany!
Ontem mesmo conversava com uma Amiga sobre conceitos e preconceitos do ser humano...
Tudo começou pelo tema do preconceito, ainda bem assistido pelo interior do país.
Falavamos sobre vários assuntos, quando comentei com ela que, nós, seres humanos que somos postos e vindo ao mundo, recebemos todas as informações desde o primeiro segundo de vida.... Lá atrás, quando pulamos fora do útero materno... Daí em diante todas as referências que nós bêbes temos, são herdadas dos nossos referenciais Pais.
Mas!
Nós Pais, não devemos achar que, eles, os bêbes, nossos filhos, são de propridade nossa!
Terão sim, como referência durante boa parte do tempo, nós pais, mas suas expectativas vão além disso, pois vai-se formando a perssonalidade própria dele, e nada vai mudar o que esse ser quiser ser na vida, mas o sim e o não, são fundamentais para os guiar num caminho melhor para eles, sendo que, com uma boa dosagem e sensatez, pois a Natureza vai se encarregar do resto.
Hoje as informações chegam de forma avassalado para todos nós, e acabamos, nós os adultos, a entrar em conflito com tantas informações ao mesmo tempo. Mas os jovens tem maior propabilidade de acompanhar e assimilar essa evolução tamanha de informações, além é claro, de eles estarem vivendo seu tempo, sua época.
Nós pais tivemos a nossa!

Bela materia e lindo o glog

Meus parabéns

MARCIO rj